Perfect world will never exist

Estranho né? você ler uma simples frase e se afogar em um mar de lembranças.

Fernanda Gomes.  (via acalento-te)

(Source: inverbos)



(Source: whykickamoocow)


Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no ano novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de ano novo e pra falar: “Que cê acha amor?”. Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Mas… experimente ser amada.

Luís Fernando Veríssimo (via coisas-texto)

(Source: m-a-r-r-e-n-t-o)


Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no ano novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de ano novo e pra falar: “Que cê acha amor?”. Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua. Se você for chata, suas amigas perdoam. Se você for brava, suas amigas perdoam. Até se você for magra, as suas amigas perdoam. Mas… experimente ser amada.

Luís Fernando Veríssimo (via coisas-texto)

(Source: m-a-r-r-e-n-t-o)


Mendigos com barba por fazer, mas com tempo sobrando. Mendigos sem lâminas, mas com pulsos e batimentos. Mendigos com fome, com frio, com medo. Mendigos que se drogam com cola de sapateiro, que colam pedaços da vida roubada e que lambem a sola de um sapato quando dormem fora do banco da praça. Mendigos que usam em benefício próprios outros ainda mais pobres, mendigos que pedem permissão aos ratos para caber em um espaço já tão miúdo, apertado, úmido, repulsivo. Que adoçam as esquinas com o medo de acordar, que aspiram a fumaça dos cigarros na tentativa de sentir o gosto do luxo na língua áspera e ferida. Cigarros são dinheiro sobrando quando as únicas coisas que sobram são olhos alheios em todos os lugares. Em todos os lugares por onde um mendigo nunca passou. Olhos que veem o mundo dos calabouços, olhos que imaginam porque o céu não pode ser laranja ou verde limão. Mendigos que conjugam o verbo errado, mas que sabem que a ignorância é a melhor arma para se obter piedade e, quem sabe, só quem sabe, um prato de arroz e feijão para colecionar. Mendigos que já foram crianças, ou mendigos que ainda são os números furtados do berçário. As estatísticas que crescem nas ruas. O cabelo que cresce pro alto, mas o cérebro que encrua, que vegeta, que azeda a essência do homem humilhado e ressentido com a própria condição. Mendigos com dentes estragados que não sorriem por medo de perder a sanidade. Sobrevivendo infelizes, mas conformados. A infelicidade iguala os feitos de carne. A infelicidade atingiu o engravatado e espatifado no estacionamento do shopping, a infelicidade atingiu um adolescente com os bolsos sujos de expectativas. A infelicidade atinge todo mundo na cabeça, para que ninguém diga que a dor de um é pior que a dor do outro. Igualitária. Justa. Mendigos que se sentem bem com a infelicidade dos outros, porque só as deles fazem mal. Mendigos queimados em praça pública. Cachorros e cavalos sem sangue. Sem ração. Mendigos que brigam uns com os outros, mendigos que escutam a alma roncar e o estômago pedir silêncio. Mendigos que dormem em casas de jornais, protegem-se do frio, do abandono dos seres semelhantes em matéria… E o vento forte da noite sempre arrasta todas as letras embora, atrás do lixo das ruas, onde o Sol e os passos aquecem mais que um coração faminto. A manchete do dia era: somos humanos, somos pedintes, somos pobres de choro e alegria, somos miseráveis de cama e alma, somos todos gratos por ainda termos o chão, somos todos pedintes, somos todos poetas e mendigamos pela solidão.

Cinzentos (via coisas-texto)


Ela o amava. Ele a amava também. E ainda que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.

Caio Fernando Abreu.  (via nevou)

(Source: romantizar)


Ela o amava. Ele a amava também. E ainda que essa coisa, o amor, fosse complicada demais para compreender e detalhar nas maneiras tortuosas como acontece, naquele momento em que acontecia dentro do sonho, era simples. Boa, fácil, assim era. Ela gostava de estar com ele, ele gostava de estar com ela. Isso era tudo.

Caio Fernando Abreu.  (via nevou)

(Source: romantizar)


(Source: niick4)


Entender não é concordar.

Fabrício Carpinejar. (via thefalsebottom)

(Source: carpinejar)


Cometa bobagens. Não pense demais porque o pensamento já mudou assim que se pensou. O que acontece normalmente, encaixado, sem arestas, não é lembrado. Ninguém lembra do que foi normal. Lembramos do porre, do fora, do desaforo, dos enganos, das cenas patéticas em que nos declaramos em público. Cometa bobagens. Dispute uma corrida com o silêncio. Não há anjo a salvar os ouvidos, não há semideus a cerrar a boca para que o seu futuro do passado não seja ressentimento. Demita o guarda-chuva, desafie a timidez, converse mais do que o permitido, coma melancia e vá tomar banho de rio. Mexa as chaves no bolso para despertar uma porta. Cometa bobagens. Não compre manual para criar os filhos, para prender o gozo, para despistar os fantasmas. Não existe manual que ensine a cometer bobagens. Não seja sério; a seriedade é duvidosa; seja alegre; a alegria é interrogativa. Quem ri não devolve o ar que respira. Não atravesse o corpo na faixa de segurança. Grite para o vizinho que você não suporta mais não ser incomodado. Use roupas com alguma lembrança. Use a memória das roupas mais do que as próprias roupas. Desista da agenda, dos papéis amarelos, de qualquer informação que não seja um bilhete de trem. Procure falar o que não vem à cabeça. Cantarolar uma música ainda sem letra. Deixe varrerem seus pés, case sem namorar, namore sem casar. Seja imprudente porque, quando se anda em linha reta, não há histórias para contar. Leve uma árvore para passear. Chore nos filmes babacas, durma nos filmes sérios. Não espere as segundas intenções para chegar às primeiras. Não diga “eu sei, eu sei”, quando nem ouviu direito. Almoce sozinho para sentir saudades do que não foi servido em sua vida. Ligue sem motivo para o amigo, leia o livro sem procurar coerência, ame sem pedir contrato, esqueça de ser o que os outros esperam para ser os outros em você. Transforme o sapato em um barco, ponha-o na água com a sua foto dentro. Não arrume a casa na segunda-feira. Não sofra com o fim do domingo. Alterne a respiração com um beijo. Volte tarde. Dispense o casaco para se gripar. Solte palavrão para valorizar depois cada palavra de afeto. Complique o que é muito simples. Conte uma piada sem rir antes. Não chore para chantagear. Cometa bobagens. Ninguém lembra do que foi normal. Que as suas lembranças não sejam o que ficou por dizer. É preferível a coragem da mentira à covardia da verdade.

Carpinejar. (via youremyfirework)

(Source: acalento)


O amor não é coisa que se possa pedir a alguém.

— O Diário de Anne Frank (via adorolivros)


Você sempre vai querer com mais intensidade aquilo que não pode ter.

Newton. (via sppring)

(Source: bilkend)


E pra não chorar eu trato mal.

Tati Bernardi.   (via depreendido)


(Source: v0ceeumapartedemim)


theme modificado/adaptado por querida solidão; baseado no theme da e-n-s-e-j-o-s e xantheose